Poder sobre as periferias : A Casa de Bragança e o Governo das terras no Alentejo (1640-1668) /
Farrica, Fátima
Poder sobre as periferias : A Casa de Bragança e o Governo das terras no Alentejo (1640-1668) / Fátima Farrica. - Évora : Publicações do CIDEHUS, 2019. - 204 p.
Ebook
Este estudo debruça-se sobre as relações políticas entre a Casa de Bragança e os poderes locais nos concelhos de Vila Viçosa, Arraiolos e Monsaraz, entre 1640 e 1668, a partir da prerrogativa jurisdicional de controlar as eleições e as nomeações dos oficiais camarários. A reconstituição dos actos eleitorais permitiu comparar o procedimento eleitoral que era seguido nas terras desta casa senhorial com o que era seguido na maioria dos concelhos do reino e avaliar comparativamente o peso da autoridade da casa de Bragança, do rei e de outros donatários (portugueses e espanhóis) sobre as suas terras. A identificação dos diversos intervenientes no processo eleitoral permitiu ainda caracterizar socialmente as elites locais e avaliar os níveis de coincidência das escolhas para os senados camarários entre as comunidades (periferias) e a Junta da Casa de Bragança/ Duque (centro). Conclui-se que esta casa senhorial da família real, com administração autónoma, detinha privilégios que lhe reforçavam significativamente a capacidade de dominação sobre as suas áreas júrisdicionais.
OpenEdition Books License
979-10-365-1399-2
10.4000/books.cidehus.4193 doi
History
Political Science
élites
nobreza
senhorios
poder local
Casa de Bragança
Poder sobre as periferias : A Casa de Bragança e o Governo das terras no Alentejo (1640-1668) / Fátima Farrica. - Évora : Publicações do CIDEHUS, 2019. - 204 p.
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Este estudo debruça-se sobre as relações políticas entre a Casa de Bragança e os poderes locais nos concelhos de Vila Viçosa, Arraiolos e Monsaraz, entre 1640 e 1668, a partir da prerrogativa jurisdicional de controlar as eleições e as nomeações dos oficiais camarários. A reconstituição dos actos eleitorais permitiu comparar o procedimento eleitoral que era seguido nas terras desta casa senhorial com o que era seguido na maioria dos concelhos do reino e avaliar comparativamente o peso da autoridade da casa de Bragança, do rei e de outros donatários (portugueses e espanhóis) sobre as suas terras. A identificação dos diversos intervenientes no processo eleitoral permitiu ainda caracterizar socialmente as elites locais e avaliar os níveis de coincidência das escolhas para os senados camarários entre as comunidades (periferias) e a Junta da Casa de Bragança/ Duque (centro). Conclui-se que esta casa senhorial da família real, com administração autónoma, detinha privilégios que lhe reforçavam significativamente a capacidade de dominação sobre as suas áreas júrisdicionais.
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979-10-365-1399-2
10.4000/books.cidehus.4193 doi
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